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domingo, 28 de outubro de 2012

O que atrapalha a nomeação? A violência da quebra da autonomia!


Um manifesto recheado de termos jurídicos foi distribuído na última sexta-feira na UFPB, acusando o reitor, a vice-reitora e alguns candidatos à sucessão destes de manobras visando impedir a nomeação dos candidatos da chapa 1.

Ora, o que está provocando a demora da nomeação é a forma como a lista tríplice foi elaborada, o que, evidentemente, provoca estupefação no Ministério da Educação e em qualquer pessoa que leve a autonomia universitária a sério.

Convém lembrar, uma vez que o tal manifesto não o faz, como essa lista foi elaborada, atropelando as prerrogativas dos conselhos da UFPB e de seus conselheiros:
Por força de uma decisão judicial que, na prática, cassou o direito dos integrantes do Consuni, do Consepe e do Conselho Curador se manifestarem, uma vez que obrigava o Conselho Universitário a acatar a lista da forma como os requerentes Margareth Diniz e Eduardo Rabenhorst queriam e encaminhá-la ao MEC.

Contrariado, o Consuni o fez, caso contrário, conforme a sentença, a Paraíba e o Brasil veriam reitor, vice-reitora e conselheiros encarcerados e multados porque, ao defenderem a autonomia universitária, desobedeciam a uma ordem judicial.

É evidente que o MEC, diante dessa agressão à autonomia, uma garantia constitucional, pare para refletir e considere se vale a pena tornar reitora quem sistematicamente atropela um dos pilares da instituição universidade.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Vice-Reitora responde a Luiz Renato


Em relação ao “artigo” do professor Luiz Renato Pontes, distribuído por e-mail no dia 6 de agosto último:

Também eu fiquei indignada ao acompanhar o Professor Rômulo Polari saindo da reunião do Conselho Universitário, no último dia 30 de julho! Porém, por razão diversa da que expressou o professor Luiz Renato! Minha indignação foi por ver o Reitor de minha Universidade ser agredido – por palavras ofensivas, por gestos indignos, da parte de pessoas que se dizem membros de uma Academia. E não só o Reitor Rômulo Polari, como eu mesma, Vice-Reitora desta Universidade, fui acintosamente agredida por palavras de baixo calão, no mesmo “corredor polonês” a que fomos expostos já por duas ocasiões.
Lamentavelmente, tivemos que ser acompanhados sim por seguranças e por colegas que nos pouparam de empurrões, de gritos em nossos ouvidos, de “dedos em riste” em nossos rostos, de “cuspe” em nossas costas, como havíamos suportado em episódio anterior (na saída da reunião extraordinária do CONSUNI de 25/05/2012 quando os partidários da chapa 1 também não acataram a decisão do Conselho máximo da UFPB).
O senhor viu essas cenas, professor Luiz Renato? Não bastaram as agressões verbais em plenário, não bastaram as censuras até à minha postura de repúdio aos argumentos ofensivos, espúrios e indignos de membros de uma Academia! O senhor soube que o Reitor foi instado a me “repreender” porque minha postura e meu rosto denotavam minha indignação? Acredita? Sim, aconteceu em plena reunião do dia 30 de julho último, e aos gritos de um “aluno” ou “servidor”, ainda não tenho certeza! Isso porque minha indignação se revelou em meu rosto, em meu voto, se revela em minhas palavras faladas e/ou escritas em cada oportunidade que tenho, diante de situações como as vividas nos últimos meses nesse “singular” processo eleitoral (e, pelo bem dos que respeitam a UFPB, seja realmente singular, consequentemente o único)
Como tenho dito, parafraseando o Presidente Lula: “nunca na história” da UFPB, vivemos situação semelhante, de desrespeito às pessoas, aos nossos dirigentes, às decisões do nosso Conselho Superior. Disso sim, devemos ter vergonha, senhor professor Luiz Renato! 

Maria Yara Campos Matos/ Vice-reitora da UFPB